Falar em público ou se expor socialmente te gera pânico? Entenda a Fobia Social
- Criz Queiroz
- 25 de jul. de 2018
- 2 min de leitura
“E se eu falar algo errado?”
“E se acharem minha roupa inadequada?”
“E se eu ficar vermelho, tremer ou perder o controle?”
Esses pensamentos são mais comuns do que parecem e não dizem quem você é. Eles dizem muito mais sobre como sua mente está interpretando a situação.
No consultório, é frequente ouvir relatos como:
“Só de pensar em ir à academia, a uma festa, ao parque ou a qualquer ambiente social, meu corpo já entra em estado de alerta.”
Esse medo intenso da exposição social tem nome: Fobia Social, também conhecida como Transtorno de Ansiedade Social.

O que é Fobia Social?
A fobia social é um tipo de ansiedade caracterizada por um medo persistente de situações em que a pessoa pode ser observada, avaliada ou julgada por outras pessoas. O receio central não é apenas a interação em si, mas a possibilidade de parecer inadequado, estúpido, entediante ou constrangedor.
Muitos dos sintomas relatados envolvem pensamentos como:
“Não tenho nada interessante a dizer”
“Vou parecer ridículo”
“Vão perceber meu nervosismo”
“Vou perder o controle”
Essas interpretações ativam reações físicas intensas, como tremores, rubor facial, taquicardia e tensão muscular.
De onde vem esse medo?
A fobia social não tem uma única causa. Ela costuma surgir da combinação de fatores como:
Experiências familiares, especialmente ambientes críticos ou rígidos
Crenças parentais como: “Quem fala bem e é confiante vence na vida”
Aprendizados sociais sobre o que é “aceitável” ou “valorizado”
Características temperamentais, como maior sensibilidade ou introversão
Com o tempo, a pessoa pode desenvolver crenças como:
“Não sei falar bem”
“É melhor ficar quieto”
“Preciso ser perfeito para ser aceito”
Esses pressupostos tornam qualquer exposição social uma ameaça.
Impactos da fobia social na vida cotidiana
Quando não tratada, essa ansiedade pode comprometer seriamente:
a performance profissional e acadêmica
a construção de amizades e relacionamentos afetivos
oportunidades de crescimento pessoal e profissional
Muitas pessoas acabam se afastando de experiências importantes não por falta de capacidade, mas por medo da avaliação do outro.
Um exercício inicial de autoconhecimento
Como primeira atividade, experimente observar e anotar:
Quais pensamentos surgem antes, durante e depois das interações sociais
Quais crenças você ativa sobre si mesmo nessas situações
O quanto esses pensamentos são fatos ou interpretações
Tornar esses padrões conscientes é o primeiro passo para transformá-los.
No próximo artigo
No próximo artigo, falaremos sobre estratégias práticas para trabalhar a fobia social, melhorar a qualidade das relações e retomar a confiança nas interações sociais.
Um forte abraço,e sucesso na sua jornada de autoconhecimento.
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