Resolução de Final de Ano: como criar metas para o novo ano com autocompaixão
- Criz Queiroz
- 26 de dez. de 2018
- 2 min de leitura
Estamos a poucos dias de encerrar mais um ano e iniciar um novo ciclo. E se, em vez de cobranças excessivas, você pudesse desenhar o seu novo ano com mais cor, gentileza e realismo?
Final de ano costuma vir acompanhado da pressão por metas, planos e grandes mudanças.
No consultório, escuto com frequência frases como:
“Fazer metas não funciona para mim.”
“Não consigo colocar nada no papel.”
“Depois de um mês já desisti.”
“O que escrevi deixou de fazer sentido.”
E então sempre pergunto: por quê?

O problema não é criar metas, é como olhamos para nós mesmos
Antes de pensar no próximo ano, é essencial olhar para o ano que está terminando.
Como foi o seu ano? Algo foi feito — disso eu tenho certeza.
O que acontece é que costumamos valorizar apenas os grandes feitos, esquecendo que eles só existem porque foram precedidos por muitos pequenos passos.
Quero contar a história da Meg.
A história da Meg: aprendendo a reconhecer vitórias
Em 2018, Meg concluiu a faculdade. Mesmo assim, ela dizia que “não fez nada”.
Por quê?
Porque terminou o curso ansiosa, passou com notas justas e, na apresentação da monografia, uma amiga precisou falar por ela. Meg estava com muito medo de gaguejar ou de “dar branco”.
Mas vamos aos fatos, Meg:
Você concluiu a faculdade.
Que tal, na sua resolução de final de ano, enxergar isso como uma vitória? Sem “poréns”, sem “entretanto”.
Olhe no espelho e diga para si mesma:
“Meg, você arrasou.”
Quando reconhecemos o que foi conquistado, mesmo com medo ou ansiedade, fica muito mais fácil desenhar o próximo passo com lápis de cor e não com chicote.
Exercício de autocompaixão para fechar o ano
Que tal fazer como a “nova Meg”?
Olhe para o ano que passou com autocompaixão, retirando os “poréns”, e reconheça conquistas como:
Em 2018, segui desempenhando minhas atividades.
Saí da cama e dei uma volta pela sala.
Saí da cama e caminhei no quarteirão.
Mesmo ansiosa, entreguei minha monografia.
Mesmo com medo, fui à entrevista de trabalho.
Mesmo com medo, atravessei a praça cheia de pombos.
Uau. Você é incrível.
E as metas para o novo ano?
No próximo artigo, vou falar sobre como construir metas de forma saudável, possível e alinhada com quem você é e não com expectativas irreais.
Por enquanto, o convite é simples:
Escreva, desenhe ou rabisque o que você deseja para o novo ano. Sem cobrança. Sem perfeição. Apenas intenção.
Em breve, trarei dicas práticas para transformar isso em metas possíveis.
Sucesso e um forte abraço.
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